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CIDADE UNIVERSITÁRIA

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Hospital Universítario, a origem do bairro

As primeiras discussões em torno da criação de um Hospital Universitário (HU) em Alagoas surgiram em 1950, quando entrou em funcionamento na capital a Faculdade de Medicina. A idéia era criar um espaço que servisse de campo de aplicações práticas para o ensino e a pesquisa na área médica. Na época, os alunos do curso de medicina contavam com a colaboração da Santa Casa de Misericórdia de Maceió, que fazia o papel de hospital-escola.

Na década de 60, a Faculdade de Medicina passou a ser uma das unidades integrantes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), criada no dia 25 de janeiro de 1961 pela Lei de nº 3.867. Este fato incentivou a Academia a elaborar um projeto ousado para construção de uma Cidade Universitária que aglomerasse todas as unidades de ensino pertencentes a Ufal. O projeto começou a virar realidade em 1967, quando teve início a construção do Campus Aristóteles Calazans Simões (A.C.Simões), às margens da BR 101, na faixa limítrofe do município de Maceió.

A construção do prédio do Hospital Universitário foi simultânea às obras do Campus. Em março de 1968 foi concluída a primeira etapa do então chamado “Hospital das Clínicas” e dois anos após, exatamente em março de 1970, a estrutura do HU já contava com três etapas prontas e uma quarta contratada e iniciada. Segundo registros documentais da Ufal, o hospital era “obra prioritária, não só para a Cidade Universitária, mas para o Estado”. A importância do hospital-escola para o ensino médico e para assistência às classes menos favorecidas do Estado, ficou evidenciada em todos os discursos proferidos pelo reitor da época Aristóteles Calazans Simões, autoridades do governo e integrantes da Academia na época.

Finalmente, em 1973 foi dado início às atividades docentes e assistenciais no Hospital Universitário em sede própria – ainda em construção – no Campus A.C. Simões. No ano anterior, precisamente em 13 de novembro de 1972, a Ufal assinou um convênio de extrema importância para a história do HU, com o governo do Estado e o The People to People Health Fundations Inc. O convênio visava dinamizar os cursos e serviços médico-odontológicos da Universidade, através do Projeto HOPE, da universidade de Harvard dos Estados Unidos.

A vinda do Navio-Hospital HOPE para Maceió foi um divisor de águas do ensino médico e assistencial no Estado. O navio atracou no cais de Maceió em janeiro de 1973, trazendo a bordo o presidente do Projeto, dr. Williams B. Walsh e uma equipe multiprofissional de cientistas, médicos e enfermeiros, além de tecnologia de ponta. O objetivo era desenvolver com os alagoanos, sob a coordenação do médico Úlpio Paulo de Miranda, programas de treinamento, pesquisas e atendimentos de casos clínicos de interesse científico. A parceria com o HOPE, que permaneceu um ano em Maceió, contribuiu significantemente para a capacitação dos profissionais da área que trabalhavam no Hospital Universitário.

Em 1974, começam no HU as atividades de internamento com 56 leitos, instalados nos blocos destinados ao ambulatório, que sofreram adaptações para atender a esta finalidade. Em 1975 o Hospital Universitário integrou-se na política e diretrizes nacionais estabelecidas para os hospitais de ensino, realizando simultaneamente serviços assistenciais na área de saúde e servindo de suporte básico para a formação de profissionais desse setor. Neste ano o HU contabilizou 404 internamentos, 508 cirurgias e 16.788 consultas em suas instalações, ainda em construção.

Somente em 1977 o prédio do HU passou por adaptações para que fosse inaugurada a unidade de clínica obstétrica com 20 leitos. Também foram reajustadas as quantidades de leitos para a clínica médica e cirúrgica, expandindo de 56 para 100. Segundo os relatórios da Ufal, a construção do HU havia consumidor até 1977, recursos da ordem de CR$ 37,7 milhões ( trinta e sete milhões de cruzeiros).

Finalmente em 1978 foi concluída a construção de toda parte térrea do Hospital Universitário. Neste ano o HU contava com pessoal de nível superior (docente), pessoal técnico e de apoio. Apresentava uma proporção de 1,9 funcionários por leito e foram ofertados 1.662 internamentos.

Um fato marcante na vida do HU foi a aprovação, em 1979, do quadro próprio de pessoal, possibilitando a partir de 1980, manter profissionais paramédico, técnico e administrativo num patamar mínimo necessário para atender à demanda. Ainda neste período, a Direção do Hospital Universitário, que tinha à frente o dr. Manuel Calheiros da Silva, apresentou ao PREMESU/MEC uma proposta de conclusão e implantação definitiva do HU, solicitando recursos para terminar as obras físicas e respectivas instalações, equipamentos e custeio.

Essa proposta garantia o funcionamento de 150 leitos, a partir de agosto de 1979. Em 80, eram ofertados à população 105 leitos, foram realizadas 1.598 internações e 29.777 consultas no ambulatório.

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